Correspondências e estratégias do Aparato Socioambiental Globalista ameaçam a soberania do Brasil.

Divulgadas ainda no final de março, duas cartas revelam estratégias e modus operandi da agenda de principais blocos da estrutura do Poderio Socioambiental Globalista. Enquanto padres e bancos da esquerda católica alemã ameaçavam o Governo Bolsonaro com boicote aos produtos brasileiros, lideranças indígenas da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) tentam estabelecer canal direto com Biden declarando-se abertos a parcerias que atropelam interesses e soberania nacional.

Carta do Movimento Católico pelo clima Global e CNBB

Na última segunda-feira (29/03) um grupo de religiosos da esquerda católica inte/racional entregou uma carta ao presidente Bolsonaro e a seu vice, Hamilton Mourão, a primeira das Cartas, assinada por 93 instituições[1], entre as quais quatro bancos alemães, se uniram para manifestar publicamente oposição às políticas ambientais de Jair Bolsonaro. A carta continha ameaças financeiras de retirada de investimentos no Brasil, pedindo plano concreto contra desmatamento e proteção de povos indígenas.

“Como investidores, nós estamos usando os meios possíveis para exercer pressão contra a destruição da Amazônia e de seus povos tradicionais”, justifica Tommy Piemonte, da instituição financeira católica alemã Bank für Kirche und Caritas[2] (BKC), em entrevista ao jornal alemão Deutsche Welle.

Ignorando décadas de influência da esquerda católica na geopolítica brasileira Piemonte, revela que esta seria “a primeira vez que investidores católicos se unem para exercer esse tipo de pressão internacional”. A fala traz três revelações: em primeiro lugar a mudança e elevação do tom e o avanço numa postura agressiva que nada mais é que a continuidade da linha de seus interesses históricos contra o Brasil. Em segundo lugar, também fica patente a desinformação acerca das ações governamentais com as ações Verde Brasil I e II responsáveis pelas quedas significativas dos índices de desmatamento e queimadas no Brasil neste primeiro trimestre no Brasil. Por fim, torna patente o viés esquerdista quando acusa o governo de cometer supostas “violações dos direitos indígenas” que simplesmente não aconteceu.

Comitiva “indígena” na Europa em campanha contra o Brasil

Se não houver mudanças, vamos retirar nossos investimentos e cancelar potenciais investimentos futuros“, ameaça Piemonte em tom de declarada chantagem financeira. “Somos quatro bancos que têm muitos clientes, inclusive outras instituições católicas”, complementa, mencionando outros bancos insignificantes de capital irrisório que jamais ouvimos, como se não houvesse outros bancos dispostos a financiar nosso progresso. A carta de chantagem e ameaça dos nanicos bancos alemães, é uma das reações da campanha Sangue Indígena: Nenhuma gota a mais, onde a nata do indigenismo esquerdista viajou em 2019 por mais de 11 países e 19 cidades europeias pregando e defendendo um boicote à produção agrícola do país. Descobrimos que a gritaria histérica das ONGs como a Survival International e órgãos de poder indigenista com a APIB tem efeitos limitados, servindo apenas para convencer incautos e desinformados que ainda acreditam na gritaria de “privação de direitos, deslocamentos e assassinatos de povos tradicionais”.

Em tom de piada de mau gosto, a carta encerra com “apelo a um maior diálogo com o governo brasileiro”, na esperança de que os representantes, no país de maioria católica, ouçam os brasileiros e cuidem melhor de nossa casa comum. Mereciam ouvir um sonoro e diplomático Auf Wiedersehen, Kamaraden, Adeus Camaradas, com este grau de má vontade e chantagem explícita não há possível negociação.

Ainda no final de março/21, ficamos sabendo que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) enviou há duas semanas uma carta ao presidente americano Joe Biden e ao seu Enviado Especial Climático, John Kerry, na qual pede um “canal direto” de comunicação com o governo dos EUA sobre assuntos ligados à Amazônia brasileira, deixando claro seu desrespeito pela soberania e interesses nacionais.

Considerando-se verdadeiros “guerreiros pelo clima” os indígenas pretendem ser incluídos em qualquer debate promovido pelos EUA para negociação sobre o meio ambiente do Brasil, sem a intermediação da administração do Governo Bolsonaro, como seria praxe na relação diplomática entre os dois países.

Biden chegou a citar o desmatamento da floresta Amazônica brasileira como um dos seus focos de atenção durante debate ainda na campanha presidencial. Vou garantir que vários países se juntem e digam (ao Brasil): ‘Aqui estão US$ 20 bilhões (ou R$ 115 bilhões). Parem de destruir a floresta'”, disse Biden em um debate com Trump ainda em 2020. Pois é esta parte da esmola que o movimento indígena quer abocanhar.

É neste contexto que a carta da APIB foi enviada à Casa Branca e ao gabinete de Kerry, numa tentativa tão desesperada quanto estratégica de voltarem ao centro do palco e “para assegurar e cobrar que o Estado brasileiro volte a fazer uso de suas legislações ambientais e suas diversas agências de proteção, é essencial incluir os Povos Indígenas na mesa de negociação e elaboração de estratégias“.

Assinada por Sônia Guajajara, a ecossocialista coordenadora nacional da APIB, a carta lista como problemas da gestão Bolsonaro não só o aumento no desmatamento desde 2019, mas o apoio a projetos de lei que permitiriam mineração em terra indígena, o fim dos processos de demarcações de terra, a falta de ações para retirar invasores das terras já demarcadas e o enfraquecimento de órgãos de fiscalização ambiental.

Questionando o real compromisso do governo brasileiro com eventuais metas acertadas junto ao governo Biden a carta erra a mão e exagera como é de costume ao afirmar que “O projeto de morte do Governo Bolsonaro propõe a legalização de crimes socioambientais e a descontinuidade das políticas de proteção à floresta amazônica“, demonstrando que a APIB, ao contrário da maioria dos indígenas, é contra a legalização de qualquer atividade que permita a autonomia econômica em terras indígenas.

Há informações de que a APIB se articula junto a ONGs de conservação ambiental tanto no Brasil quanto nos EUA para viabilizar uma reunião destes com setores do executivo americano antes que qualquer anúncio de colaboração entre os países seja feito, em abril, numa clara tentativa de contornar o Itamaraty, abocanhar uma parte da grana desafiando a autoridade do governo em implementar a agenda ambiental.

O ministério das Relações Exteriores ressaltou que “cabe recordar que o diálogo bilateral oficial ocorre entre representantes dos respectivos governos, os quais estarão sempre atentos e receptivos aos anseios e contribuições de setores de ambas as sociedades“. Mas será preciso mais do que isto para deter a APIB.

À frente da iniciativa do lado americano estão o Departamento do Tesouro, o Departamento de Estado e a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), além do Enviado Especial Climático, John Kerry. São eles os responsáveis por criar um projeto, que inclua claras contrapartidas, para que os EUA passem a financiar a conservação florestal brasileira.

O governo brasileiro enfatiza que tem interesse em programas ambientais de financiamento para serviços florestais do país, e se ainda não vieram os acordos de medidas concretas, o convide de Biden ao Presidente Bolsonaro sinaliza que o mal-estar nos assuntos ambientais ficou para trás e podem ser superados, por meio de acordos sem que não negocie a Amazônia, nem a quebra da soberania nacional, nem um desrespeito aos interesses da maioria dos brasileiros, como pretende, prega e faz a APIB.


[1] A Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Movimento Católico Global pelo Clima (GCCM) e o banco alemão da Igreja Católica, Bank für Kirche und Caritas (BKC), lideram um grupo internacional de quase 100 instituições da esquerda católica de 18 países.

[2] Fundada em 1972, a instituição é uma das primeiras organizações esquerdistas da igreja católica a tentar impor barreiras para o desenvolvimento econômico em outros países. Algumas de suas iniciativas são válidas e defensáveis opondo-se a negócios ligados à energia nuclear, extração de carvão mineral, indústria de armamento, etc, mas sua hipersensibilidade revela-se perigosa quando aplica violado direitos humanos torna-a alvos de manipulações enganosas como esta narrativa promovida pela APIB. Além do mais, com um total de ativos estimado em 5,6 bilhões de euros (cerca de 38 bilhões de reais), o BKC tem fundos suficientes somente para manter tanto os cidadãos quanto o governo do brasileiro na dependência.

Sobre edwardluz

Contatos: PA: 93 991616840 Email: edwardluz@gmail.com ou edwardluz@hotmail.com Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, viajante pelo Brasil, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursei e concluí graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Prof. MSc. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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